Os passageiros de um voo da Easyjet da ilha de São Vicente, Cabo Verde, para Lisboa estão desde terça-feira retidos no arquipélago.
Fonte diplomática disse à Lusa que o escritório consular em São Vicente está a acompanhar a situação junto dos passageiros.
As ligações aéreas em Cabo Verde têm sido afetadas por poeiras da África Ocidental (designadas como “bruma seca”) que reduzem a visibilidade e que, na terça-feira, terão impedido a aterragem do avião que os transportaria de regresso a Portugal.
O voo foi remarcado para quarta-feira, às 10:00 (11:00 em Lisboa) e, apesar da menor visibilidade, outros aviões de ligações internacionais aterraram e descolaram do aeroporto Cesária Évora, em São Vicente, enquanto a aeronave da Easyjet foi desviada para a ilha do Sal – depois de tentar aterrar, sem sucesso, segundo dados de tráfego aéreo.
O avião acabaria por voltar e aterrar na ilha de São Vicente, na quarta-feira, durante a tarde, “um momento aplaudido por todos”, que já se preparavam para o regresso, na sala de embarque, descreveu Miguel Figueiredo.
No entanto, “a tripulação informou que já tinha atingido o limite de horas de voo” e a companhia ainda não adiantou mais informações sobre o regresso a Lisboa.

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