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Saída da Ryanair dos Açores poderá provocar impacto económico entre 140 a 160 milhões de euros



A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) estima que a saída da Ryanair dos Açores, prevista para março de 2026, possa provocar um impacto económico negativo entre 140 e 160 milhões de euros por ano na região.

Segundo comunicado da instituição, o estudo do seu Gabinete de Estudos baseou-se nos lugares oferecidos e utilizados pela companhia aérea nos voos para Ponta Delgada e Terceira entre 2023 e 2025, considerando dois cenários em que 60% ou 70% dos passageiros são turistas. A estimativa aponta para um transporte anual entre 102 mil e 118 mil turistas.

Com base numa estada média de 3,3 noites e numa despesa média de 1.036 euros por visitante, a preços de 2025, a CCIPD calcula que a saída da companhia poderá resultar numa perda anual entre 339 mil e 391 mil dormidas. O impacto económico direto deverá situar-se entre 106,6 e 122,8 milhões de euros, podendo atingir entre 143,9 e 165,8 milhões de euros quando considerados os efeitos indiretos e induzidos. Em termos de Valor Acrescentado Bruto, a quebra poderá variar entre 79,9 e 92,1 milhões de euros.

Tendo em conta que o turismo representa cerca de 20% do PIB regional e que a Ryanair assegura entre 7,5% e 8,7% das dormidas turísticas, a CCIPD estima ainda uma redução anual do PIB dos Açores entre 90,1 e 104,5 milhões de euros, o equivalente a uma diminuição entre 1,5% e 1,7% do PIB previsto para 2026.

A entidade alerta que a saída da transportadora poderá anular parte significativa do crescimento económico projetado, defendendo que o impacto estimado é superior ao eventual esforço financeiro público necessário para manter e diversificar as acessibilidades aéreas na região.

 

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